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AP - Jejum Bíblico
por Pr. Jelson Becker

Jejum Bíblico

 

O jejum é uma abstinência voluntária de alimentos por um período definido e propósito específico. Ele pode ser total ou parcial.  Vem sendo praticado pela humanidade em todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo.

Com o assustador advento da nova era, a filosofia oriental e suas religiões tem sido amplamente divulgadas em nossa culta, muitas dessas religiões pagãs trazem consigo uma prática assídua do jejum e da alimentação vegetariana, o que tem levantado em nosso meio um certo pré-conceito a esses assuntos.

Graças a Deus a igreja de nossos dias esta  re-descobrindo o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ensinos distorcidos ou simplesmente nenhum estímulo ao jejum também são freqüentes ainda em nossos dias.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases, confundindo-se ao antigo gnosticismo cristão. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. O princípio básico para essa prática é: “Abster-se voluntariamente de alguma coisa importante a fim de dedicar maior tempo a Deus.”

Tendo em mente esse princípio afirmo ser possível praticarmos em nossos dias jejum de televisão, festas, excesso de trabalho, ou qualquer outro elemento em nossas vidas.

 

Na Antiga Aliança o Jejum era Obrigatório? E Hoje?

 

No Antigo Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia por ano de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.16:29,31 e 23:27), que também ficou conhecido como "o dia do jejum" (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como "o jejum" (At.27:9). Depois no período do exílio foram estabelecidos para cada ano, quatro dias de jejum nacional: 1) Pela queda de Jerusalém (Jr 52:6); 2) Pela destruição do templo (2 Rs 25:8,9 e Jr 52:12); 3) Pelo assassinato de Gedalias (2 Rs25:25; Jr 41:1,2); 4) princípio do cerco (2 Rs 25:1; Jr 52:4 e Zc 8:19,20).

Ainda na Antiga Aliança encontramos o jejum relacionado ao:

-          Luto pelos mortos (1 SM 31:13 e 2 Sm 1:12)

-          Infortúnio e profunda tristeza  (Jz 20:25; 1 Sm 1:7; 20:34; Ne 1:4; Sl 35:13; 109:24 e Jl 1:14; 2:12,15)

-          Com expressão de dor e arrependimento pelos pecados (Dt 9:18; 1 Sm 7:6; 1 Rs 21:27; Ed 10:6; Ne 9:1; Sl 69:10; Jn 3:5)

 

Mas no Novo Testamento percebemos que a prática do jejum continua, sem haver ênfase na prática do mesmo como forma de obedecer a lei, mas sim a ênfase esta na disciplina individual de quem o pratica.

Apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.

Muitos educadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não deveríamos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos: "Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." Mateus 6:16-18.

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!

O próprio Jesus praticou o jejum, os líderes da Igreja também o faziam. (Atos 13:1-3; 14:23 e 27:9). Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos cristãos durante muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo - Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer - Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias.

Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar Jesus acerca disto: "Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão." Lucas 5:33-35.

 

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse "tirado" do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte, ressurreição e reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.

Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.

O jejum pode ser uma prática vazia se não for feito da maneira correta. Isto aconteceu no Antigo Testamento, quando o povo começou a indagar: "Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?" Isaías 58:3a.

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada: "Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto." Isaías 58:3b,4. Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

Tiago 1:27 ”A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”

 

A motivação do seu coração é a chave para um jejum eficiente.

Muitos confundem a disciplina de jejuar para reservar mais tempo ao Senhor com o ensino errôneo de auto-flagelação. O ensino de algumas religiões chega a ser pecaminoso, nenhuma forma de auto-justiça, auto-piedade, auto-sacrifício será aceita por Deus.

Deus não é um Deus sanguinário que aguarda pelo sofrimento e flagelação de seu povo para em troca abençoa-lo. Não tente cambiar, barganhar, fazer negócio com Deus para em troca obter respostas as suas orações.

Salmos 51:16 “Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.”

Isaías 58:5-6 “Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR? Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?”

 

É uma ilusão pensar que qualquer sacrifício pessoal de nossa parte possa comover o coração de Deus, o único sacrifício que Ele reconhece foi aquele oferecido por Jesus na cruz do Calvário! Jejuar e orar acreditando que com esse “sacrifício” você vai conseguir persuadir a Deus a satisfazer seus desejos narcisistas e hedonistas é pecado! Ainda que inconscientemente é um meio de tentar competir com aquilo que Jesus já realizou na cruz do Calvário.

Precisamos e devemos jejuar para exercitarmos nossa vida de oração. Os pais da igreja primitiva reuniam-se semanalmente para consagrar suas vidas e buscarem a Deus, esses encontros eram marcados por jejum e oração.

Sempre que me dedico a longos períodos de jejum e oração, fico muito mais sensível a voz do Espírito Santo. Tenho maior discernimento espiritual das circunstâncias que estão ao meu redor. Sempre que meu organismo reclama por alimento, lembro-me que preciso orar mais um pouco.

Porém assim que observo estar passando mau, ou que meu rosto já está tão desfalecido que todos percebem, oro a Deus entregando aquele período de jejum e procuro alimentar-me.

Quando entramos em longos períodos de jejum e oração, precisamos preparar nosso organismo para o mesmo, e mesmo depois ao terminarmos períodos com mais de 7 ou 10 dias de jejum ininterrupto, precisamos absorver alimentos leves.

Para quem nunca jejuou e orou, parece impossível passar 10 dias seguidos em jejum total de alimentos, apenas bebendo líquidos. Porém quero lhe dizer que a  maior dificuldade será o apenas os três primeiros dias, depois deles a dor de cabeça vai embora, a dificuldade para pegar no sono desaparece e seu organismo começa a absorver energia de suas reservas.

Porém se você não esta acostumado a passar longos períodos em jejum, não fique frustrado. Você pode jejuar três dias seguidos e todas as noites fazer um lanche leve ou ainda fazer jejum de apenas 24 horas. Lembre-se que o Espírito Santo nos ajuda em nossas fraquezas.

Não recomendo a ninguém praticar o jejum absoluto, aquele em que até o líquido foi eliminado. Existem evidências de que Moisés quando recebeu as tábuas da lei praticou esse tipo de jejum, (Êx 34:28 e Dt 9:9) e Elias (1 Rs 19:8). Acredito que ele só possa ser praticado por um meio sobrenatural.

O próprio Senhor Jesus ao jejuar no deserto, depois de 40 dias e 40 noites teve “fome” e que foi tentado a “comer” e não a beber. O texto não fala que Ele teve sede, o que nos leva a crer que Ele tenha feito abstinência apenas de alimentos e não líquidos (Mt 4:1-3, 11). Outro aspecto interessante é que Ele foi levado, impelido, conduzido pelo Espírito Santo a esse longo período de jejum e que “não teve fome” durante os dias de consagração.

Podemos perfeitamente jejuar e orar enquanto seguimos nossa rotina semanal, de estudos, trabalhos e demais compromissos. Veja o que diz 1 Reis 19:8 “Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus”. Quem quer encontrará um meio, quem não quer encontrará uma bela desculpa.

"O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus".  K. H.

 

Vejamos alguns exemplos bíblicos de jejum:

 

Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);

Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11);

Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35);

Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);

Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);

Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);

Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo – 21 dias (Dn.9:3, 10:2,3);

Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21);

Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37);

Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);

Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);

Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);

Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).

 

Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).

Diferentes Formas de Jejum:

 

Jejum PARCIAL. - Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:

"Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas." Daniel 10:2,3.

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.

E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda.

 

Jejum NORMAL. - É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. "Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome." Mateus 4:2.

 

Jejum TOTAL - É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: "Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci." (Ester 4:16).

Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: "Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu" (Atos 9:9).

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição sobrenatural).  Veja Dt 9:9, Ex 34:28 e 1 Rs 19:8.

A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

 

A Duração do Jejum:

 

1 dia - O jejum do Dia da Expiação

3 dias - O jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);

7 dias - Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);

14 dias - Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33)

21 dias - O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);

40 dias - O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);

 

Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível.

Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo "depósito", uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

 

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum... Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará "preso" no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

"Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras". Eclesiastes 5:4-5.

 

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

 

O Jejum Prolongado:

 

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus. Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias).

 

Podemos Falar que Estamos Jejuando?

 

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.

Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez... Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.

Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência, teve a duração de 24 horas, cortei só o alimento e tomei muito líquido ao longo do dia.

 

Desafio: Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei longos períodos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos. E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo.

Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma "urgência" espiritual para isto.

Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma... ou estava tão atarefado que o jejum espiritual havia se transformado em uma “greve de fome”, pois eu não estava orando.

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

 

AP - Benefícios do Orar em Línguas Estranhas
por Pr. Jelson Becker

Benefícios do Orar em Línguas Estranhas

 

1 Coríntios 14:6 - Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? 23 - Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas , no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?39 - Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas

 

Tenho viajado por muitas cidades e depois de ministrar em diversas denominações evangélicas posso afirmar com propriedade que a contemporaneidade dos Dons Espirituais  (I Co 12, 13, 14) já não gera as mesmas brigas como no passado, porém, infelizmente ainda gera em alguns líderes um certo desconforto e frustração.

A grande verdade é que ainda resta um considerável grupo de pastores e teólogos que tiveram uma formação acadêmica tradicional, profundamente influenciada pelos princípios iluministas de alguns séculos atrás. A crítica textual, a teologia da libertação e tantos outros movimentos que surgiram na história da igreja aparentemente trouxeram algumas verdades relevantes, porém ao analisarmos seus frutos descobrimos a árvore, correspondem a um verdadeiro câncer em meio ao pensamento teológico.

Tendo em mente este quadro, fica fácil entendermos a motivação de diversos líderes da década de 70, que ao experimentarem um avivamento espiritual em suas comunidades locais, foram logo forjando a errônea argumentação contrária ao estudo teológico... quem nunca ouviu o chavão neo-pentecostal “...a letra mata e o Espírito vivifica...”.

O fato é que não só a letra, mas também a letra, pode nos matar espiritualmente. Da mesma forma que apenas as experiências empíricas, espiritualmente não nos dão consistência para crescimento. Muito mais que o estudo teológico, o problema das igrejas, líderes e cristãos sempre foi a vida de pecado e superficialidade devocional, esses elementos sim  nos levam para o sepulcro caiado.

Já passei daquela fase, em que investia tempo argumentando com outros irmãos, líderes e até pastores... tentando provar biblicamente que Deus continua sendo o mesmo, ontem, hoje e o será eternamente... As escrituras estão repletas de argumentos, provas e evidências de que ao longo da história, Deus sempre permaneceu imutável em seus princípios, valores e métodos.  Creio piamente que ainda em nossos dias Deus tem seus valentes espalhados pelo globo terrestre manifestando o Poder do Espírito Santo com sinais tão sobrenaturais quantos os que Moisés realizou diante de Faraó. David Quinlam, compartilhou comigo o testemunho de um missionário amigo dele, que tem dedicado sua vida a evangelizar pessoas simples, moradoras nas montanhas do México e que ao longo de todos os anos de seu ministério, esse missionário já presenciou mais de 30 pessoas serem ressuscitadas pelo poder do Senhor Jesus.

A Bíblia afirma em João 14:12  “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.”. Para muitos essa declaração é bobagem e não deve ser interpretada literalmente, para outras essas “obras maiores” significa o crescimento e dispersão da igreja ao redor da terra, porém para mim faz referência as manifestações do poder do Espírito Santo em nossos dias.

Quando houve a Reforma Protestante sabemos pela história, que surgiu outro movimento de menor expressão chamado Contra Reforma, o qual liderados pela igreja Católica Romana afirmavam ser os únicos detentores da verdade bíblica e revelação divina na terra, reivindicando sobre si autoridade única na qualidade de Madre Igreja.

A Igreja Romana sempre recorreu aos inúmeros testemunhos de milagres registrados na história para legitimar sua  veracidade e atacar os “hereges” protestantes exigindo que estes realizassem os mesmos milagres que Pedro(Pedra) e outros apóstolos e santos canonizados realizaram ao longo dos seus ministérios.

Na Reforma, isso constituiu um ponto crítico de divergência, pois os teólogos católicos apontavam para um mar de milagres registrados desde o tempo dos pais até a Idade Média. Não foram esses milagres realizados em associação com santos católicos, sacrários católicos e relíquias católicas ? Não eram eles provas de que o catolicismo era verdadeiro ?

Em contra partida de sua parte, que prova ofereciam os protestantes de que sua interpretação da Bíblia estava correta ? Poderiam eles produzir milagres em apoio a seus ensinamentos ? Eles se viram forçados a desenvolver uma resposta que explicasse por que aquele número de testemunhos de milagres aparentemente infinito durante os 1.500 anos anteriores não apresentava nenhuma força para tirar-lhes a credibilidade.

Os reformadores (Calvino, Lutero, Zuínglio, Simons, Stattler, etc.) não operavam milagres como Paulo, Pedro ou Tiago. Existe alguns manuscritos afirmando que Lutero orava em Línguas Estranhas, e que tivera algumas experiência de cura com uma de suas filhas, apenas isso. No lugar de acreditarem nas palavras de Jesus em  João 14:12, sobre as “obras maiores”, desenvolveram uma teologia cessacionista que afeta o pensamentos de muitos líderes até hoje. Além de Calvino, Lutero também disse a seguinte bobagem: "... o tempo dos milagres já passou". Com uma declaração dessas é evidente que não presenciariam  milagres nem mesmo “obras iguais” as realizadas por Jesus e  muito menos as “obras maiores”!

Talvez você seja uma dessas pessoas, hiper dispensacionalistas ou cessacionistas que foram programadas para acreditar que a igreja primitiva, aquela dos apóstolos e dos milagres é diferente da igreja de nossos dias e as manifestações sobrenaturais já cessaram. Que atualmente Deus não opera mais da forma como lemos nas páginas das Sagradas Escrituras, e que a igreja primitiva encerou em At 28:23-31(...), logo você acredita que a igreja de nossos dias é diferente daquela apresentada pelos apóstolos.

Caso você seja assim... questionador e pragmático... quero que saiba que compreendo suas dúvidas, conheço seus argumentos e sei muito bem como você entra em crise ao ouvir outro irmão pentecostal gritando em línguas estranhas perto de você... eu compreendo tudo isso que você sente, pois um dia eu também já fui assim. E confesso que perdi um tempo precioso de minha caminhada cristã acreditando nessas crendices teológicas, precisando repetir para mim mesmo que todos os outros “cristão avivados” estavam errados e eu na minha mediocridade tinha a razão acima de meus sentimentos. Esse sentimento é muito parecido ao do espírita kardecista que por conviver intimamente com o oculto e sobrenatural se julga superior e mais preparado que os demais cristãos nominais.

O fato é que quero falar dobre um Dom Espiritual, o qual recebemos mediante fé, obediência e soberana vocação divina. Desta vez não vou nem compartilhar testemunhos de paralíticos que já vi andar, ou surdos que passaram a ouvir... nem tratarei de pessoas que tinham uma de suas pernas dez centímetros  mais curta que a outra e depois de um período de ministração do Espírito Santo tiveram sua perna milagrosamente crescida.

Quero falar apenas sobre orarmos em Línguas Estranhas, algo que na perspectiva do apóstolo Paulo é “o menor de todos os dons”. Alguns céticos e outros frustrados fundamentalistas aproveitam essa declaração de Paulo para mentir dizendo que esse assunto não é importante e não merece considerações.

Coisa alguma que Deus nos dá é sem valor. Nada, absolutamente nada que o Pai tem reservado para sua igreja é em vão; tudo tem proveito e utilidade. Em sua grandiosa graça, Ele nos concede suas dádivas com a finalidade de sermos aperfeiçoados e edificados.

O falar em línguas não é algo sem importância. Ele foi dado para o nosso benefício, para a nossa edificação pessoal. Nesta prática há benefícios que transformam nossas vidas, e que quando negligenciados entristecem profundamente a Deus.

Como falei no início, tenho viajado muito... e existem muitas bobagens a respeito do falar em Línguas Estranhas. Uma delas é acreditarmos que as pessoas que falam em Línguas são mais espirituais do que as que ainda não receberam esse DOM. Isso é um mito pentecostal e de bíblico não existe nada! Outra mentira que me disseram é que para receber o Dom de falar em Línguas Estranhas eu precisava me sacrificar... e assim inconscientemente anular e competir com todo o sacrifício que Jesus já realizou por mim na Cruz do Calvário.

Porém de todos os mitos o pior que escutei foi o conceito de Batismo com/no Espírito Santo como condição para vida eterna, algumas igrejas ensinam até os dias de hoje. Tentaram nos convencer de que no momento da conversão, o Espírito Santo não passa a habitar em nós e agora, segundo eles, precisamos receber o Batismo com/no Espírito Santo, e se mediante essa manifestação de poder não falarmos em outras Línguas então jamais entraremos no Reino dos Céus... De todos os mitos esse é o pior!

Para Aqueles que Desejam Receber o Dom:

 

Não fique confuso, nem com medo desse assunto, vá em frente, supere todas as mentiras teológicas que você já escutou a esse respeito e analise comigo os seguintes fatos:

 

I Coríntios 14:2-6 - “Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 3  Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.4  O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. 5  Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação. 6 Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina?”

 

(1) No momento em que recebemos a Jesus como nosso único e suficiente Senhor e Salvador, o Espírito Santo passa a fazer habitação dentro de nós, e nós somos selados por ele (Ef 1:13), logo é um erro dizer que uma pessoa crente em Cristo Jesus não possua o Espírito Santo habitando dentro dela só porque não fala em Línguas Estranhas. Porém o Espírito Santo é uma pessoa com a qual não só podemos, mas devemos nos relacionar, inclusive podemos entristece-lo (Ef 4:30) e culminar num processo de apostasia espiritual.

 

(2) Dons Espirituais são para cristãos que desejam cumprir a tarefa da Grande Comissão (Mt 28), eles não são concedidos para brincarmos de colecionar o maior número de Dons e assim “arrotarmos espiritualidade”. Pessoalmente gosto de estimular cristãos recém convertidos a orarem a Deus pedindo que Ele os conceda o Dom Falar em Línguas Estranhas, creio que isso é muito saudável e edificante para uma pessoa recém convertida, pois a Bíblia nos ensina que “quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus” (ICo 14:2) e já que Paulo falou que esse é o menor dos Dons Espirituais porque não começar por ele mesmo? Alguns irmãos são tão orgulhosos que não querem “perder tempo” orando a Deus pedindo o “menor dos Dons”, querem apenas ser usados por Deus como Pastores,  Mestres,  em Palavra de Conhecimento ou Profecia... mas não estão dispostos a serem usados por Deus em Línguas Estranhas.

 

(3) Não é porque você foi selado no Espírito Santo no momento de sua conversão, que agora você esteja vivendo na “Plenitude do Espírito”  e que tenha intimidade com Deus Espírito Santo. Esta intimidade e profundidade espiritual sim,  é algo sectário a conversão, que só experimentaremos mediante uma vida consagrada aos pés da cruz, disciplinada em jejuar e orar periodicamente e treinada a ouvir a voz do Mestre. Somente assim estaremos experimentando os “poderes da era vindoura” (Hb 6:5) e presenciaremos os sinais do Reino de Deus seguirem as nossas pregações. “Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja.” I Co 14:12

 

(4) Quando recebemos o dom de falar em Línguas Estranhas, geralmente surge em nossa mente palavras ou frases que jamais estudamos ou tivemos oportunidade de decorar anteriormente. Assim semelhante a crianças quando aprendem a falar, experimentamos repetir tais expressões. Muitos recebem o dom, mas por causa do medo ou vergonha, permanecem calados... logo o Dom não é exercitado e o cristão sai frustrado pensando que Deus iria tomar a boca dele, semelhante a uma metralhadora e sair disparando frases em outros dialetos, idiomas que jamais foram por ele estudados ou até mesmo na língua dos anjos e assim a interpretação só poderia ser espiritual, mediante a operação de outro dom, chamado de interpretação das línguas estranhas.

 

Quando eu conversava com amigos meus que já haviam recebido esse dom, costumava perguntar-lhe como é que isso funcionava! Minha incredulidade e meu pragmatismo precisava ser saciado, e as respostas deles só me deixavam ainda mais confuso. Certa vez uma amiga minha falou que orar em línguas era semelhante a “uma cachoeira que jorrava muita água de nosso interior”, muito poético na minha opinião, porém nada esclarecedor.

Esqueça todas as coisas que já lhe disseram a respeito desse assunto, a verdade é que existe muita gente por ai, que nunca falou em Línguas Estranhas, nem presenciou alguém exercitando esse dom, mas abre sua boca para emitir pareceres dúbios sobre esse assunto.

É impossível descrever qualquer tipo de experiência com Deus, podemos observar seus frutos, seus resultados e assim discernir a árvore... porém tentar explicar o que acontece no interior do ser humano quando ele fala em línguas é pura perda de tempo. Cada experiência é individual, Deus tem uma forma muito especial de se manifestar a você, e com certeza ela é tão individual que será diferente da forma como ele se manifesta a mim.

Aconselho você a parar de questionar as manifestações sobrenaturais do Espírito Santo e a passar a clamar em oração pedindo que Ele venha conceder a você também essas mesmas experiências. Sabe, o homem da pós-modernidade esta cansado de observar, estudar, criticar, ouvir ou meditar a respeito de Deus, assim fizeram os cristãos de poucos séculos atrás. O que a humanidade procura na pós-modernidade é muito mais que apenas entender Deus e estuda-lo... queremos é EXPERIMENTAR  Deus em toda sua plenitude.

Isso explica o grande crescimento de seitas e movimentos esotéricos, espiritualistas, ocultistas e até mesmo o ressurgimento do satanismo em resposta a essa necessidade que a geração da pós-modernidade carrega latente em sua alma e em resposta ao ostracismo religioso de muitas denominações cristãs. Agostinho já disse: “O homem foi feito para Deus e só poderá encontrar satisfação em Deus”, existe uma necessidade latente em todo ser humano de experimentar “o espiritual” e não apenas freqüentar igrejas para ouvir alguém falando sobre ele.

(5) Em virtude de muitos ficarem inibidos, receosos ou até mesmo medrosos em relação as manifestações do Espírito Santo, muitos líderes preferem dar “liberdade para Deus manifestar seus dons” (II Co 3:17) ao invés de ficar policiando todos os presentes na reunião para saber se toda palavra falada em alta voz em Línguas Estranhas esta ou não sendo interpretada, conforme diz (I Co 14: 18-32).  Muitas vezes orei em Línguas Estranhas no meio do culto e aparentemente nenhum dos presentes na reunião se levantou atrás de mim para interpretar o que eu estava dizendo, mas no final da reunião algumas vezes já fui surpreendido por pessoas que me procuraram para dizer que haviam recebido aquela interpretação e ficaram com medo de compartilhar com toda a igreja ou era algo tão individual que preferiram permanecer calados e guardar apenas para si o que estava sendo interpretado, pois afinal, “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas;” I Co 14:32.

 

(6) Alguns ainda insistem em argumentar dizendo que em público no culto da igreja a aplicação do texto de I Co 14:27-28 “No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete.  Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.” deve ser literal. Para esses eu solicito que leiam no mesmo capítulo os versículos 34 e 35 que dizem: “conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.  Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja”. Infelizmente o zelo de alguns líderes frustrados por não  falarem em Línguas Estranhas tem impedido outros irmãos de darem liberdade para as manifestações espirituais de Deus durante os cultos em algumas igrejas, assim todo seu zelo cai por terra ao esquecerem o que diz o verso 39  “Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas.”

 

(7) Não busque as experiências, mas busque a Deus, deixe que os sinais do Rino sigam você naturalmente! Retire de seu coração as motivações carnais, Deus não tem a obrigação de suprir sua baixa auto-estima nem seu complexo de inferioridade dando-lhe as manifestações sobrenaturais que você tanto idealiza. Experimente tornar-se amigo de Deus, semelhante a Enoque que andava com Ele, e você descobrirá o extraordinário poder do Espírito Santo manifesto em sua vida e através dela.

 

 

 

Para Aqueles que já Receberam o Dom:

 

A maioria dos crentes que já receberam o Dom e passaram a Falar em Línguas, precisam compreender que receberam de Deus mediante a imposição de mãos algo que pode ser apagado, quando não exercitado - 2 Timóteo 1:6 “Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos”.

Os conceitos são diversos, mas a grande maioria não vê um propósito no uso contínuo da linguagem sobrenatural da oração do Espírito Santo. Então eu pergunto, se quem fala em línguas não entende com profundidade o motivo para exercitar esse Dom, o que esperar daqueles que ainda não falam? Mas quando a igreja começar a experimentar o sublime propósito desta dádiva de Deus, haverá um anseio maior pela manifestação do Falar em Línguas em nossas reuniões.

Já é tempo de compreendermos que mediante o uso das Línguas Estranhas podemos enriquecer nossa vida espiritual, sendo edificandos. Há bênçãos e vantagens a serem desfrutadas na disciplina dessa prática. E sei que o apóstolo Paulo não pensava de forma diferente, pois chegou ao ponto de declarar: "dou graças ao meu Deus, que falo em línguas mais do que todos vós" (I Co.14:18).

Caso não houvesse proveito algum nas línguas, será que Paulo agradeceria a Deus por isso? Você acha ainda que ele as usaria tanto, como ele enfatiza ao dizer que o fazia mais do que todos os coríntos? E olhe que os coríntos falavam mesmo em línguas! Havia um uso intenso nesta igreja, que chegou até mesmo a transformar-se em abuso, que foi um dos motivos que fez com que o apóstolo escrevesse corrigindo-os.

Note que ele não disse que falava em línguas mais do que eles no sentido de diversidade, mas a ênfase recai no valor da prática, o que claramente aponta para a quantia de tempo que ele investia nesta atividade. E por que agradecer a Deus por gastar tanto tempo falando em línguas se o mesmo capítulo nos fala que enquanto falamos em línguas nossa mente fica infrutífera? É evidente que Paulo descobriu "uma mina de ouro", uma fonte de poder e edificação! “O que fala em línguas, edifica-se a si mesmo..." I Coríntios 14:4

Edificar é construir, fazer crescer, levantar algo. Do ponto de vista espiritual edificação significa crescimento; falta construir algo a mais sobre o alicerce da fé em Jesus. O falar em línguas acrescenta em nós, de forma paulatina, tudo o que necessitamos para o nosso andar com Deus.

Foi durante longos períodos de jejum e oração, depois de horas ininterruptas repetindo poucas palavras e expressões que em mistério eu havia recebido de Deus que Ele foi diversificando as Línguas Espirituais, e assim pude entender a variedade de línguas.

Caso você tenha recebido do Senhor a ministração de qualquer Dom Espiritual e há muitos anos já não os exercita mais, é hora de começar a orar, pedindo que o Espírito Santo venha sobre sua vida agora e reaviva o Dom em você! Deus está esperando por suas orações!
A obra do Espírito Santo

 

Ao falar da linguagem sobrenatural da oração do Espírito Santo, é preciso que fique bem claro que há "uma sociedade" nesta manifestação. O Espírito Santo não fala em línguas, somos nós que o fazemos;  mas por outro lado, não falamos de nós mesmos, somente o que o Espírito do Senhor nos inspira a falar. Se uma das partes desta sociedade faltar, não haverá a manifestação.

Partindo, deste princípio, tenha em mente o momento em que a manifestação inicia na sua vida. Lutero já dizia “que o Espírito Santo se aproxima em pontas de pés”.  Mas por que sermos cheios do Espírito Santo? Isso não seria fanatismo religioso? Ficar  falando em línguas diferentes e muitas vezes sem recebermos as interpretações? Isso pode parecer infantil, mas acredite: - Não é! Existe um valor nessa manifestação, você precisa descobrir qual é a dimensão da edificação que se acontecera nessa diciplina.

O falar em línguas faz parte do propósito de Deus para as nossas vidas. É  uma poderosa ferramenta que o Espírito Santo usa para trabalhar em cada um de nós de forma profunda. Porém acho muito perigoso afirmar e tentar elaborar uma teologia para dizer que “todos são obrigados a falar em línguas”, pois o próprio apóstolo Paulo nos diz em I Co 14:5 - “Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas...” aqui fica claro o desejo do apóstolo. Isso é diferente de  afirmar que todos “devem” ou “são obrigados a” falar em outras línguas.

Diferente do que ele mesmo afirma no verso 31 “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados.” o dom de línguas por mais espiritual que seja,  pode vir a ser utilizado de forma carnal e egoística, (como estava acontecendo na igreja de Corinto). Egoísta sim, pois como esse é o menor dos dons ele também é o único dom que edifica apenas a pessoa que esta orando, não abençoa aos demais membros da comunidade como é o caso do dom de Curar Enfermidades, Operar Maravilhas ou até mesmo o de Profecia.

Ao declarar “todos podereis profetizar”, eu compreendo que o apóstolo Paulo estava dizendo aos coríntos que estava ao alcance das mãos deles esse dom. Que existe uma grande probabilidade de Deus conceder-lhes tal dom se assim seus filhos lhe pedirem. Creio que essa mesma aplicação pode ser feita a outros dons, e não esta limitada a profecia. Podemos parafrasear Paulo e diser que “todos podereis curar enfermos” ou quem sabe “todos podereis receber Palavra de Sabedoria ou Conhecimento”, no sentido de haver a disposição da igreja na terra a manifestações desses diversos dons para capacitar os cristãos a cumprirem a tarefa da Grande Comissão. Veja I Co 12.11, ali diz que o Espírito Santo “distribui as manifestações como lhe apraz”, e não como “nos apraz”.

Romanos 8:26-28 “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. 27  E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. 28  Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Quais gemidos inexprimíveis são esses? Choro, lágrimas e quebrantamento? Para alguns esse gemidos são o falar em línguas estranhas. Pessoalmente acho um erro fazermos tal afirmação. Porém quando estamos em “oração de parto espiritual” podemos vir a gemer em espírito e as vezes eu já gritei, sentindo literalmente dores abdominais e falava poucas  palavras ou frases em língua estranha. Outras vezes já presenciei o inverso, num período de “oração de parto espiritual” retirei-me com algumas outras pessoas para uma sala reservada, onde ficamos sentados e sem fazer muito barulho, sentimos as dores de parto trazendo a existência algo que no mundo espiritual já estava ligado. Quem nunca entrou em trabalho de parto espiritual, jamais compreenderá o barulho de alguns irmãozinhos. Porém isso é assunto para outro dia.

A linguagem sobrenatural de oração é uma ferramenta do Espírito de Deus para realizar em nós sua obra. E há um motivo especial porque o Espírito Santo tocar justamente em nossa fala, a partir do momento que vem sobre nós. Centenas de pessoas já testemunharam que perderam seu medo de falar publicamente  depois de terem recebido esse dom. A fala é um ponto estratégico, e o Espírito Santo não toca exatamente nesta área em vão.

 

Tiago falou sobre o poder da fala:

"Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda a espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal." Tiago 3:2-8

A ciência tem descoberto em nossos dias o que há dois milênios atrás o Espírito Santo já havia revelado a seu povo: que o sistema nervoso da fala influencia todo o corpo. Mas além da influência natural, a Bíblia está mostrando que a fala tem também uma influência espiritual; mostrando que podemos submeter o controle de nossa fala a Deus ou ao Diabo.

Qual a causa do Espírito Santo controlar justamente esta área tão estratégica de nossa vida ao encher-nos com seu poder? É porque através da fala Ele poderá ampliar seu domínio em nós, e trabalhar com maior eficácia na execução do seu ministério! Também multiplicam-se aos milhares, os testemunhos de pessoas que só receberam o dom de falar em Línguas Estranhas depois que passaram a confessar a um confidente seus pecados, policiaram seus pensamentos e freiaram  seus antigos palavrões.

O Espírito Santo trabalha nos homens. Desde o Velho Testamento, fazendo isso (Gn.6:3). Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8). O Espírito Santo está trabalhando neste exato momento, nos quatro cantos da terra, mesmo naqueles que ainda não conhecem a Deus. Entretanto, naqueles que ainda não conheceram a Jesus o Espírito Santo ainda não mora dentro delas, e elas nem sequer o conhecem, como declarou o Senhor Jesus: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós". João 14:16,17.

Nós precisamos conhecer profundamente e Ele habita em nós. Portanto, a forma como o Espírito Santo age em nossas vidas é muito mais profunda do que naqueles que ainda não são cristãos. Encontramos no Novo testamento o Espírito Santo falando com o gentio Cornélio, e essa obra faz parte de seu ministério. Mas se o Espírito Santo age nos gentios, ímpios, incircuncisos, chame como você preferir (...), você imagina o quanto Ele não deseja operar em nós?

Ele veio habitar em nós para cumprir a parte que toca no propósito divino. Quando Paulo escreve a Timóteo, fala do bom depósito em nós (II Tm.1:14); ou seja, há um investimento de Deus em nossas vidas! O propósito de Deus ao enviar o Espírito Santo para habitar em nós foi para que Ele produzisse algo em nossas vidas. Ao enviar Jesus ao mundo para morrer na cruz, o Pai estava depositando em toda a criação.

E saiba com certeza que o Espírito Santo não quer permanecer inativo. Habitar em você é parte do trabalho d’Ele, e à medida que você se rende, o agir Dele vai tornando-se cada vez mais intenso. O Espírito de Deus está em você para realizar a parte d’Ele no propósito eterno de Deus; veio lapidar a obra da redenção, pois esta é a parte que lhe cabe na ação da Trindade.

Tenha em mente o fato de que “todos podereis profetizar”. Essa afirmação não obriga Deus a conceder-nos os dons que desejamos. Porém já vimos que Paulo nos incentiva a “escolhermos com zelo os dons”,  logo fica claro a motivação do coração de nosso Deus. O Senhor é um pai que deseja ver-nos crescendo em intimidade e profundidade espiritual com Ele. Muito mais interessado em que você receba e exercite os Dons Espirituais, esta o próprio Deus que mediante sua graça e amor, nos concede a ação do seu Espírito, em nós e através de nós!

Até quando ficar com medo? Não seja tímido meu irmão.

Ore agora mesmo pedindo a Deus que lhe conceda o menor dos Dons... por que ao começar pelo falar em Línguas Estranhas??? Lembre-se do que esta escrito em:

 

 Lucas 11:13 - Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

 

Mateus 3:11 - Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo

 



 

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